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ECONOMIA
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Senado aprova fim da escala 6x1 e prevê jornada de 40 horas semanais
CONGRESSO NACIONAL
Proposta aprovada estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial
do Lopes (PT-MG) e já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados antes de chegar ao Senado. Para ser aprovada no plenário da Casa, uma PEC precisa receber, pelo menos, 49 votos favoráveis, em cada um dos dois turnos de votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu a análise da proposta e destacou os efeitos que a mudança pode provocar na rotina dos trabalhadores brasileiros. Durante a sessão de ontem, ele afirmou que a ampliação do descanso semanal pode representar uma transformação significativa para quem enfrenta longas jornadas e deslocamentos diários. “À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil. Mas, para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa mudança é gigantesca”, afirmou Alcolumbre, conforme publicação da Agência Senado. O presidente também ressaltou a necessidade de avaliar os efeitos da medida sobre trabalhadores, empregadores e diferentes setores da economia, em meio às discussões sobre a reorganização das jornadas e os custos da atividade produtiva. Durante a discussão da pauta, o senador Nelsinho
SÚZAN BENITES
O Senado aprovou ontem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para ter um de descanso. A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 horas semanais para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso remunerado e proíbe a redução salarial em decorrência da mudança. A votação em primeiro turno terminou em 75 votos favoráveis e 1 voto contrário. E em segundo turno pelos mesmos 75 votos a 1 voto. Os três senadores por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB), Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD), votaram pela aprovação da proposta. O único voto contrário à PEC foi do ex-vice-presidente da República, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto aprovado prevê a substituição gradual do modelo atual, com a adoção de dois dias de descanso por semana, preferencialmente aos domingos. A implementação será escalonada, para permitir a adaptação das empresas às novas regras. A proposta é de autoria do deputado federal Reginal-
Empresariado de MS aponta aumento de custos
A aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 traz para os empresários de Mato Grosso do Sul a preocupação com os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho. Conforme já antecipou o Correio do Estado, o setor produtivo reconhece a importância de discutir qualidade de vida e condições de trabalho, no entanto, as entidades empresariais questionam principalmente quem vai absorver o aumento de custos, os efeitos sobre as contratações, e o aumento dos preços. Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, a principal preo-
cupação está na falta de uma discussão mais ampla sobre os efeitos da mudança. Segundo ele, alterações nas regras trabalhistas deveriam envolver trabalhadores, empresários e diferentes setores da economia antes de serem aprovadas. “Esse projeto da escala 6x1 nos preocupa pelo pequeno debate que tivemos oportunidade de participar. Qualquer projeto que envolve o trabalho precisaria de um amplo debate. Isso passa por ações nos estados, nas regiões, com os setores da economia, com trabalhadores e empresários”, afirma. Ainda segundo Longen, a redução da jornada sem di-
INDICADORES
minuição proporcional dos salários deve onerar as empresas, já que a redução das horas trabalhadas pode significar a necessidade de contratar mais para manter o nível de produção. “O discurso fácil é de que o trabalhador vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso é impossível. Esses custos serão transferidos de alguma forma”, destacou Longen quando a proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
COMÉRCIO O alerta ganha ainda mais peso entre micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorver os au-
POUPANÇA
Em R$
ANTIGA
NOVA
(Dep. feitos até 3/5/2012)
(Dep. feitos a partir de 4/5/12)
OUTUBRO 15= 0,6696% 16= 0,6695% 17= 0,6695%
OUTUBRO 15= 0,6696% 16= 0,6695% 17= 0,6695%
UFERMS (Jan/22) UAM/MS (Dez/21)
43,24 5,9227
UFIR (Jan/23)
4,3329
INFLAÇÃO
mentos de custos. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) avalia que o debate sobre o fim da escala 6x1 não pode ser separado da situação financeira. Conforme publicou o Correio do Estado, tanto MS quanto o País atravessam um cenário de elevado endividamento empresarial e recuperação judicial, o que, na avaliação do setor, deveria ser considerado antes da criação de novas obrigações. “É muito fácil construir uma pauta popular quando a conta será apresentada depois ao setor produtivo. O Brasil precisa discutir qualidade de vida para o trabalhador, mas preci-
COTAÇÕES E ÍNDICES Fechamento: 14 de outubro de 2026
UNIDADES FISCAIS
CÂMBIO
MAI
JUN
JUL
AGO
12M
IPCA do IBGE (%)
0,58
0,16
0,07
-0,32
4,22
Em R$
IPCA Campo Grande
1,31
0,02
0,00
-0,20
4,69
INPC/IBGE
0,65
0,14
-0,01
-0,32
3,98
Moeda
IGP-M/ FGV
0,84
-0,50 ‑1,16
-0,22
2,16
IGP-DI/FGV
0,87
-0,79
-0,86
0,06
2,77
IPC/FIPE
0,45
0,18
-0,03
0,01
3,57
DÓLAR COMERCIAL DÓLAR PARALELO DÓLAR TURISMO
Compra
R$ 5,0279 R$ 5,13 R$ 5,0187
Venda
R$ 5,0289 R$ 5,23 R$ 5,1960
da, mas em implementar uma mudança sem avaliar as diferenças existentes entre setores e empresas. “O comércio de Mato Grosso do Sul já enfrenta juros altos, crédito caro e inadimplência recorde entre famílias e empresas. Impor agora uma mudança rígida na jornada de trabalho, sem debate técnico e às vésperas da eleição, coloca em risco o emprego formal que sustenta o setor aqui no Estado”, avalia o presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer. Ele ainda lembra que, no comércio e nos serviços, por exemplo, a necessidade de funcionamento aos fins de semana e feriados faz com que alterações na jornada tenham impacto direto na organização das equipes. (SB)
BOVESPA
R$ 5,0289 +0,17%
R$ 5,6110 -0,2%
206.505,98 PONTOS -0,18%
INSS
R$ 1.621
ALUGUEL
Reajuste de contratos em setembro de 2026
IGP-DI IGPM INPC IPC IPCA FGV FGV IBGE FIPE IBGE Índice de setembro de 2026 2,61% 2,17% 3,98% 3,55% 4,22% Fator de correção anual 1,026134 1,021782 1,039832 1,035542 1,042234
*Multiplique o aluguel pelo fator para encontrar o novo valor. *O fator de correção anual é o acumulado dos últimos 12 meses. *Os índices de Maio geram os reajustes de Outubro.
MUDANÇAS A mudança tem potencial para afetar especialmente atividades que dependem de funcionamento contínuo ou atendimento ao público, como comércio, alimentação, transporte e serviços. Entre os pontos em discussão estão a necessidade de reorganizar escalas, contratar trabalhadores e adequar a operação das empresas ao novo limite semanal. Defensores da proposta argumentam que o aumento do tempo de descanso pode favorecer a convivência familiar, o lazer e a saúde dos trabalhadores. Já as preocupações de setores empresariais se concentram nos custos de adaptação e na manutenção do funcionamento das atividades com a redução da jornada.
EURO
Fonte: IBGE/FGV/FIPE
Índices
sa discutir também produtividade, custo do emprego e capacidade das empresas de absorver novas obrigações”, diz a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago. Ainda segundo a representante do comércio, já há um custo elevado para contratar e manter trabalhadores. “Não somos contra melhorar a vida do trabalhador. Mas emprego, salário e qualidade de vida não existem sem empresas economicamente saudáveis. E não se fortalece o trabalhador enfraquecendo justamente quem gera o seu emprego”, ressalta Inês. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), o problema não está em discutir uma jornada mais equilibra-
Trad, afirmou ser o único médico do trabalho no Senado e que por isso entende a importância da mudança. “Gostaria que todos relembrassem como era há 40 anos, a vida era mais pacata sem a agressividade de competição que o mercado de trabalho nos impõe. Logicamente que a saúde do trabalhador é afetada, nada melhor do que esse dia a mais para que o trabalhador possa descansar e garantir uma saúde física e mental”. Ainda durante sua explanação, o senador pontuou que foi procurado por diversos agentes do setor produtivo que apresentaram números de prejuízo para as empresas. “É necessário que todos esses pontos sejam esclarecidos durante a regulamentação desta PEC por lei complementar. Porque não podemos deixar de olhar aquele que é empregador”.
DÓLAR
SALÁRIO MÍNIMO
Janeiro/2026
5
CORREIO DO ESTADO QUINTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2026
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AGROPECUÁRIO
Contribuição à Previdência Social
Fechamento: 14 de outubro de 2026 (em R$)
Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregado
Saca - Milho Chapadão do Sul Dourados
54,00 53,00
Saca - Soja Chapadão do Sul Dourados
138,00 138,00
doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a
partir de 1º de fevereiro de 2026.
SALÁRIO DE
ALÍQUOTA PARA FINS DE
CONTRIBUIÇÃO (R$)
RECOLHIMENTO AO INSS (%)
Até 1.621,00
7,5%
De 1.621,01 a R$ 2.902,84
9%
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
12%
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55
14%
Fonte: INSS
Bovinos Arroba à vista e livre de Funrural
Boi - Região Oeste Boi - Região Sul Vaca - Região Oeste Vaca - Região Sul
359,05 363,97 342,66 344,30
Fonte: www.famasul.com.br