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POLITICA
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CORREIO DO ESTADO QUINTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2026
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politica@correiodoestado.com.br
REFORMA ADMINISTRATIVA
Maurício Simões decide ficar na Saúde, enquanto Ovando faz lobby pela Pasta
Reestruturação do HRMS está entre os motivos para o secretário rever intenção de sair do comando no 2º mandato de Riedel
ARQUIVO
DANIEL PEDRA
O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maurício Simões Corrêa, teria revisto a intenção de deixar o cargo e pretende permanecer na equipe do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) no segundo mandato, que começa em janeiro de 2027. Conforme informação repassada ao Correio do Estado, entre os motivos para a mudança de disposição está o interesse em acompanhar a reestruturação do Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS), um dos principais projetos da Pasta. A intenção de permanecer ocorre em meio às articulações do deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger e busca espaço no futuro secretariado. O parlamentar passou a fazer lobby para ocupar a cadeira de Maurício depois do resultado das urnas e, como o Correio do Estado mostrou na edição de terça-feira, a movimentação de
Saiba
Maurício Simões Corrêa é médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, formado no Rio de Janeiro em 1987. Em Mato Grosso do Sul desde 1993, foi diretor clínico do Hospital São Julião, presidiu a Unicred e a Unimed Campo Grande e lecionou Medicina na Uniderp. Também é fundador da Fundação Miguel Couto.
Ovando já incluiu até a divulgação de material de assessoria apresentando suas credenciais para assumir a Pasta. Médico e integrante do mesmo partido do governador reeleito, ele tenta transformar a experiência profissional e a proximidade partidária em argumentos para chegar ao comando da SES. Ainda segundo o relato recebido pelo Correio do Estado, Ovando teria sido convidado por Riedel para assumir a Pasta no início da primeira gestão, mas recusou a oferta. Agora, sem um
O médico Maurício Simões Corrêa é o titular da Saúde no Estado
novo mandato na Câmara dos Deputados, o parlamentar demonstra interesse em integrar a administração estadual. As articulações pela SES também encontram uma diretriz já anunciada por Riedel para a montagem da próxima equipe: o governador afirmou que não pretende distribuir pastas ape-
nas para acomodar interesses partidários. “A gente não loteia governo”, declarou no dia 6. Segundo Riedel, a escolha dos integrantes do segundo mandato será precedida pela definição da estrutura administrativa e das necessidades de cada área, com foco na capacidade de execução das políticas públicas.
HRMS Na Saúde, a continuidade da reestruturação do HRMS aparece entre os motivos apontados para Maurício desejar permanecer. O projeto combina ampliação da capacidade hospitalar, renovação dos equipamentos e mudança na administração dos serviços de apoio. A parceria público-privada (PPP) foi contratada com a Inova Saúde MS, subsidiária da Construcap, por 30 anos. O hospital continuará público, com atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a assistência médica e de enfermagem permanecerá sob responsabilidade do Estado. A concessionária ficará encarregada das obras, dos equipamentos e dos serviços não assistenciais. O planejamento prevê ampliar o número de leitos de 362 para 577. No pronto-socorro, a capacidade projetada passa de 22 para 77 leitos, enquanto a média de internações poderá crescer de aproxima-
damente 1,4 mil para 2.760 pacientes por mês. Na apresentação da parceria, o governo anunciou R$ 966 milhões para obras, modernização e renovação tecnológica. O cronograma divulgado estabelece dois anos para a expansão e mais dois para a reforma das instalações existentes. Também estão previstos centros de cardiologia e oncologia, ampliação da UTI e fortalecimento da maternidade de alto risco. Maurício participa das discussões sobre o modelo desde antes da licitação. Em fevereiro de 2024, durante reunião com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), ele já apresentava a possibilidade de uma PPP para determinados serviços hospitalares. A participação também está formalizada no contrato da parceria: Maurício consta como ordenador de despesas e um dos signatários do documento, assinado em 23 de abril deste ano e publicado no Diário Oficial no dia 11 de maio.