Texto da página 13
OPINIÃO
FOLHAdePERNAMBUCO
Recife, sexta-feira, 4 de setembro de 2026 13
Escutemos o Velho Warren!
RICARDO CHAVES
CONTADOR, DIRETOR DO INSTITUTO BRASILEIRO DE FINANÇAS - IBEF/PE E DIRETOR DO GRUPO EQM
Quando em vez leio cartas periódicas do presidente do conselho do “Berkshire Hathaway” ou publicações de fragmentos dos seus ensinamentos. Aqui, tentarei humildemente repercutir o pouco que capturei, e que entendo possa ser pedagógico no âmbito no mundo dos investimentos, avaliando poderem ser absorvidos com razoável facilidade de compreensão por nós aprendizes. Li sobre o tema “brasileiros não são ensinados a possuir educação financeira”. Algumas reflexões: Não temos problemas financeiros somente porque ganhamos pouco. O mestre, nesse gancho, costuma discorrer que ninguém nunca nos ensinou as regras do dinheiro e quem, aprende errando, vê a grana ir embora todo mês sem aparente explicação. Ele assevera que o primeiro passo é saber para onde vai seu dinheiro. Enxergar é o primeiro passo. Anotar os gastos pela natureza do pagamento. Não
precisa ser uma planilha mirabolante, mas que o autor a compreenda. Se não sabe o destino do dinheiro não tem como mudar. Aluguel, feira, cafezinho, almoço, assinaturas mensais, Uber, delivery, “tomar uma” etc. Normalmente o indivíduo tem um susto quando pode olhar somados todos os seus gastos por tipo de consumo. A partir daí cortar o que não é essencial e também investigar alguns gastos que você nem lembra mais que possuía (Tais como débitos bancários automáticos ... para ilustrar o tema). Outro ponto crucial consiste em “não pagar a todo mundo antes de se pagar”. Essa prática é um balizador para o acúmulo de riqueza. Separe no início do mês 10% (por exemplo) da sua remuneração e invista/guarde essa economia. Os 90% restantes será o capital disponível para o seu orçamento. Lembro que ele deve estar ajustado pelo corte de gastos. Itens que devem ser abandonados. A garimpagem para retirar o supérfluo, recomendada na fase anterior. Nessa reserva não se toca (os 10% ou algo semelhante). É seu futuro! Depois temos que esquecer a história de meta
frouxa. “Quero juntar dinheiro”... isso não é meta! Vou juntar 1.000 reais por mês para em 10 meses juntar R$ 10 mil ao final do período usarei para quitar uma intercalada de um imóvel. Isso é meta! Meta “meia boca” igual a resultado vago. Não trabalhar para pagar juros e sim para você. Buffett ensina que cartão parcelado, empréstimos pequenos ou grandes, crédito desnecessário, entre outros, tem um nome: Perda de liberdade. Juros pagos é dinheiro que vai embora antes de começar o jogo. Se você cair nesse quadro, anula qualquer possibilidade de seguir o preceito de “juntar” dinheiro. Para ter solidez, você separa antes, lembra? Sendo devedor contumaz, esqueça esse mandamento. Poupar sempre. Mesmo que pouquinho. Não importa o valor e sim a consistência. Li um consultor de investimentos que professava “100 reais por mês durante anos é mais do que um valor grande aplicado pontualmente”. Riqueza começa no comportamento. R$ 1 mil em cinco anos vira R$ 80 mil, em dez anos somará mais de R$ 230 mil. O poder avassalador dos juros compostos não está no olhar
cotidiano do iniciante. Outra “dica”: Leia sobre finanças e afins. Conhecimento gera melhores decisões. E isso muda vidas. Questione sempre seus gastos. Se eu fizer esse gasto ou tal investimento isso aproxima ou me afasta das metas. Perguntar-se modifica a ordem das coisas. O “Oráculo de Omaha” não passou, ileso, pelas crises financeiras de escala global dos séculos XX e XXI por sorte. Marcou sua trajetória, com tintas fortes, no respeito à manutenção de liquidez. Ter “caixa” é imperativo. Essencial possuir munição para vencer “guerras”. Mr. Warren escolheu fomentar riqueza por meio de investimentos em ações de empresas produtivas. Decidiu planejar ao invés de especular. E na disciplina, encontrou o mantra vivo de uma filosofia de vida invejável. Por fim, como corolário de sua linda jornada, a filantropia ativa que inspira nossa geração. Por tudo isso: Escutemos o bom e velho Warren Edward Buffett!
O fim do efêmero: por que o descarte virou o maior risco reputacional do Live Marketing
IRON NETO
SÓCIO-FUNDADOR DA TODOS
Historicamente associado ao efêmero e ao desperdício em escala, o setor de Live Marketing enfrenta um ponto de inflexão inevitável. À medida que as grandes corporações passam a exigir métricas ESG rigorosas em toda a sua cadeia de fornecedores, a sofisticação da indústria não será mais medida pelo impacto visual imediato, mas pela capacidade de alinhar alta arquitetura de experiência à inteligência circular. O fim da era do descartável deixou de ser uma bandeira conceitual para se tornar uma tese central de eficiência financeira e reputacional. A escala deste desafio é proporcional ao peso econômico da indústria: um mercado de R$ 140 bilhões no Brasil, segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). Quando dados da pesquisa Global Consumer Insights Survey, realizada pela PwC, indicam que 80% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por marcas com práticas
sustentáveis comprovadas, a mensagem para o C- Suite é direta: o ecossistema de eventos tornou-se um vetor de vulnerabilidade - ou de fortaleza - para o valor reputacional das marcas. Em um cenário onde 68% do público exige protagonismo ecológico das corporações, de acordo com o relatório Global Trends da Kantar, a circularidade deixa de ser um adendo estético ou uma ação de marketing isolada para se consolidar como o novo benchmark de compliance e relevância competitiva. Esta é uma provocação que precisa nascer na essência da concepção dos projetos, encarada como uma metodologia de criação contínua que atravessa toda a cadeia produtiva, de ponta a ponta. Tratase de enxergar em cada etapa uma oportunidade de transformação, onde o respeito às pessoas, aos insumos e ao tempo se torna a matéria-prima principal. O olhar inovador é justamente aquele que investiga o potencial oculto de cada recurso, priorizando a ressignificação antes de buscar o inédito na extração de novos materiais. A verdadeira prova de fogo desse modelo reside na escala dos megaeventos. Como grandes finan-
ciadoras do ecossistema de entretenimento, as corporações têm não apenas a oportunidade, mas a responsabilidade de liderar essa transição estrutural. Substituir o ciclo 'construção-demoliçãodescarte' por pavilhões e cenografias de alta modularidade - projetados para durar, reutilizar e evoluir a cada edição - representa a maturidade do setor. Isso prova que a escala monumental e o impacto estético não exigem a dilapidação de recursos, mas sim uma engenharia de projeto mais sofisticada. Na edição passada do Rock in Rio, por exemplo, tínhamos um pavilhão que foi concebido a partir de uma estrutura de ferro escolhida estrategicamente por sua durabilidade e potencial de reaproveitamento, mantendo vigas e pilastras aparentes sem a necessidade de acabamentos descartáveis e dispensando o uso de ar-condicionado em favor de uma arquitetura baseada na ventilação natural. O mesmo rigor esteve no desenvolvimento de ativos de circularidade, como os copos reutilizáveis com alça, e a criação de uniformes autorais confeccionados a partir de roupas de eventos anteriores.
Quando essa filosofia guia a criação, a sustentabilidade se traduz em soluções repletas de poesia, design e inteligência. É o planejamento que valoriza a dinâmica das equipes de forma mais humana e eficiente, ou a união de tecidos e vestimentas do passado ressignificados em novos uniformes autorais, carregados de arte e autenticidade. O rigor na curadoria da matéria-prima e a atenção cirúrgica aos detalhes não apenas reduzem a pegada ambiental, mas elevam o valor percebido da experiência, tornando o ativo da marca inesquecível. Antecipar esse futuro é um convite para que o mercado evolua em sua forma de pensar, criar e realizar. O compromisso com a continuidade das ideias e dos materiais não limita a criatividade; pelo contrário, expande os horizontes da inovação. É ao abraçar essa perspectiva que guiamos a indústria para um novo patamar - onde a originalidade autêntica nasce do respeito ao tempo, da inteligência produtiva e do valor de construir memórias duradouras. Afinal, o futuro da reputação das marcas não será construído sobre o que elas descartam ao fim de um evento, mas sobre o legado que decidem deixar.
Envio de artigos - Os artigos publicados nesta seção não refletem necessariamente a opinião do jornal. Os textos para este espaço devem ter, em média, 2.900 caracteres com espaço. E-mail para envio: cartas@folhape.com.br
PREVISÃO DO TEMPO
REGIÃO METROPOLITANA
Hoje - Parcialmente nublado a claro, com chuva fraca durante o período da madrugada e primeiras horas da manhã. > Máxima: 30 º Mínima: 24 º
Amanhã - Parcialmente nublado a claro, com chuva fraca durante o período da madrugada e primeiras horas da manhã. > Máxima: 29 º Mínima: 23 º
MATA NORTE >Hoje Máxima: 30 º Mínima: 21 º >Amanhã Máxima: 30 º Mínima: 21 º MATA SUL >Hoje Máxima: 30 º Mínima: 21 º >Amanhã Máxima: 29 º Mínima: 20 º AGRESTE >Hoje Máxima: 31 º Mínima: 18 º >Amanhã Máxima: 30 º Mínima: 17 º SERTÃO DE PERNAMBUCO >Hoje Máxima: 37 º Mínima: 19 º >Amanhã Máxima: 35 º Mínima: 17 º SERTÃO DE SÃO FRANCISCO >Hoje Máxima: 37 º Mínima: 21 º >Amanhã Máxima: 35 º Mínima: 19 º
TABUA DE MARÉS
HOJE
AMANHÃ
D4Sign cbd59d0b-f34f-411d-8aa2-61cd3c2a12d4 - Para confirmar as assinaturas acesse https://secure.d4sign.com.br/verificar Documento assinado eletronicamente, conforme MP 2.200-2/01, Art. 10º, §2. Brasil
hora 09h14 altura 1.79
hora 21h38 altura 1.77
hora 02h42 altura 0.69
hora 15h29 altura 0.90
hora 10h47 altura 1.73
hora 23h14 altura 1.80
hora 04h27 altura 0.75
hora 17h16 altura 0.92
FASES DA LUA
Cheia
Minguante
26/09
04/09
Nova
Crescente
11/09
18/09